Desde o início desse ano o comércio exterior brasileiro vem caminhando bem apesar das excessivas greves de funcionários públicos notadamente de órgãos responsáveis pela fiscalização e vigilância de produtos e órgãos anuentes.
A mais importante, longa e grave paralisação dos Auditores Fiscais da Receita Federal após quase trinta dias do retorno às atividades normais, ainda causam danos.
No Rio de Janeiro o SINDAERJ vem comprovando que a Receita Federal tomou medidas salutares para retornar a normalidade das atividades. Em algumas unidades os primeiros quinze dias após o retorno da greve foram suficientes para regularizar a situação.
Entretanto, há dificuldades localizadas onde aconteceram acúmulos de cargas que demandará ainda muito tempo para se estabelecer um padrão satisfatório.
Os terminais estão abarrotados de contêineres não só de clientes do Rio de Janeiro, mas de outras unidades da Federação, também.
O mais grave é a situação do Terminal do Porto de Itaguaí, Sepetiba Tecon.
A Presidência do SINDAERJ tem mantido reuniões pessoais com o Diretor Operacional, Marcus Santarem, bem como acompanhado o desenrolar das medidas adotadas e prometidas.
Foram sugeridas algumas medidas emergenciais que entendíamos serem benéficas para solução mais rápida, sem perder o viés da segurança de procedimentos.
Porém, o que estamos a sentir na pele é uma demora no atendimento dos pleitos dos despachantes aduaneiros, que levam dias para serem atendidos. Os custos cada vez maiores. Os prejuízos progressivos.
Estamos recebendo o clamor de associados e até de não associados, pedindo que tomemos uma posição sobre o assunto.
Embora não façamos propaganda das ações desse Sindicato, nós responsáveis que somos, antes mesmo dos reclamos de importadores, exportadores, despachantes e transportadores, já havíamos alertado as autoridades para as dificuldades que seriam enfrentadas.
A realidade é que no Rio de Janeiro os terminais estão trabalhando dobrado, com falta de espaço, para atender as necessárias exigências dos órgãos responsáveis pela fiscalização.
Há de volver um olhar mais atento para o Porto de Itaguaí, que não recebeu infra-estrutura adequada para receber a demanda crescente. Urge ações emergenciais por parte dos Governos Estadual e Federal na parte estrutural, principalmente de acesso ao Porto. Mas, é fundamental que o Sepetiba Tecon, como entidade privada e outorgado de concessão para exploração do terminal invista solidamente em equipamentos e pessoal para atender as exigências crescentes, no mais exíguo tempo.
Todo o esforço de autoridades e dos despachantes aduaneiros de convencimento aos empresários para investir no Rio de Janeiro, mantendo unidades industriais e atividades comerciais neste rincão, será em vão, se medidas emergenciais, como locação de equipamentos,contratação de mão de obra, aumento da carga horária, entre outras, não forem adotadas.
Na importação temos conhecimento de empresários, que já deram sinal para que as cargas de seus interesses não sejam enviadas para o Rio de Janeiro, optando por outros Portos mais próximos, como Vitória, porque não podem esperar de 20 a 30 dias para liberar suas cargas, pagando alto volume de armazenamento e diária de contêiner.
Na exportação também, há dificuldades evitando-se trabalhar com aquele terminal.
Ao final do processo quem paga a conta é o brasileiro. O custo Brasil cresce e a credibilidade é dissipada.
Os fatos são notórios e a Diretoria do SINDAERJ continuará cobrando, reivindicando, sugerindo para defender os interesses dos clientes, dos despachantes aduaneiros, do Estado e do País.